Quarta-Feira Criativa --- 04/11/15

Décima e Última Quarta-Feira Criativa da Primeira Temporada — 04/11/15

Boa noite, pessoal,

Estamos chegando ao fim da primeira temporada e acumulamos muitas participações interessantes! A partir desta quarta, vou começar a juntar os meus microcontos aos dos participantes em um documento que será publicado no formato de eBook na Amazon. Se você ainda quiser participar das Quartas anteriores, não demore. Aí vão os links para facilitar seu trabalho:

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/08/26/projeto-quarta-feira-criativa/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/02/quarta-feira-criativa-020915/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/16/quarta-feira-criativa-160915/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/23/quarta-feira-criativa-220915/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/30/quarta-feira-criativa-300915/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/10/07/quarta-feira-criativa-061015/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/10/14/quarta-feira-criativa-141015/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/10/21/quarta-feira-criativa-21102015/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/10/28/quarta-feira-criativa-28102015/

Caso alguém tenha talento para fazer uma capa legal, por favor, entre em contato. Pretendo fazer quatro capas e colocar em votação mas, se eu tiver outras, coloco junto para o pessoal escolher a melhor. E, claro, o criador da capa leva o crédito e já divulga seu trabalho. Lembro que uma capa para eBook do Kindle tem 1410 píxels de largura por 2250 píxels de altura.

Então, vamos lá. Se for participar, não leia meu microconto, depois da imagem, até que tenha enviado o seu nos comentários.

Quarta-Feira Criativa --- 04/11/15
Quarta-Feira Criativa — 04/11/15

Depois da ponte, havia um extenso muro de pedras que culminava em duas grandes portas de metal. E, mantendo-as fechadas, um enorme cadeado de madeira estava preso a duas alças de ferro nas portas de mesmo material. Já no fim da tarde, fui até lá levando meu isqueiro. Tentei colocar fogo direto no cadeado mas não obtive sucesso. Então, juntei algumas folhas secas, caídas das árvores ao redor, e as enfiei no arco do cadeado e no meio de sua fechadura. Depois, ateei fogo às folhas. Quando as chamas terminaram seu trabalho, o sol já havia se posto e o objeto que trancava estava torrado. Um chute foi o suficiente para quebrá-lo e, depois de empurrar as portas com força para dentro, dei uma bela olhada para saciar minha curiosidade. Parecia um bosque, pelo pouco que era possível ver na penumbra da noite.

— Auuuu! — ouvi o uivo do lado de fora. Dei meia volta e atravessei a ponte de volta, a princípio andando mas, depois, correndo desesperado. Aquele bosque devia estar trancado por alguma razão. E eu é que não iria ficar ali para descobrir.

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28 comentários sobre “Décima e Última Quarta-Feira Criativa da Primeira Temporada — 04/11/15

  1. Lucas, boa noite.
    Uma pergunta: até quando é possível deixar, aqui, nos comentários um registo narrativo? Tenho tido dificuldade em participar, por falta de tempo, mas gostaria de deixar um testemunho, só não sei, até quando será possível.
    Obrigada pela atenção,
    abraço,
    Mia

    Curtido por 1 pessoa

  2. OS TRÊS OBSTÁCULOS

    Toda vida começa com um segredo, o próprio segredo da vida que sabemos por parte como se desenrola, mas não temos a capacidade da certeza de como se inicia. Assim também são os obstáculos da vida, olhamos apertadinhos como se fosse pelo buraco de uma fechadura na esperança de não sermos percebidos e podermos estudar primeiro o desejo pretendido. Mas para todo desejo há uma senha, um cadeado a ser aberto e para tanto é que estudamos, debatemos, analisamos e decidimos dar os passos ou tomar posições são riscos comuns que nos fazem crescer como pessoas, errando e acertando, mas sempre agindo.
    Assim como nos erguemos sempre que caímos ao estarmos em meio a uma travessia devemos ter coragem e por mais que o rio que passe abaixo da ponte seja de correntezas, estamos certos da travessia segura.
    Nossas decisões sempre devem partir dessa tríade dos três obstáculos, pois nossa vida inteira é feita de decisões e escolhas.
    Titulo: Os três obstáculos – publicação autorizada – Blog Unobtainium – autor: Cláudio El-Jabel

    Amigo está ai, não é nenhuma obra prima mas agradeço por permitir e me dar a oportunidade de brincar. Grande abraço! 🙂

    Curtido por 4 pessoas

  3. Meu Deus!
    Eu simplesmente amei 💜💜
    Fechou com chave de ouro a sua Quarta-feira criativa☺

    Eu tenho que participar dessa… a minha cara essas imagens, já estou viajando na ponte aqui hehehehe

    Você disse que pode então vou participar ☺😀😀

    Curtido por 1 pessoa

  4. Enrolada nas suas considerações mentais, Mafalda nem deu conta que a chave rodara na fechadura, Só quando sentiu o calor dos lábios de Luís na parte detrás do seu pescoço, é que se deu conta da sua chegada.
    Nem o deixou sentar.
    – Luís, temos de falar!- anunciou de rompante.
    Luís enrugou o nariz, olhou perplexo, estacou, pois aquele tom parecia-lhe tão frio…
    – Luís – continuou Mafalda – a nossa história, a nossa narrativa em comum, não tem mais pernas para andar. Pensei muito no que estou agora a dizer, e acho que não temos condições para continuarmos a viver juntos.
    Ele respirou fundo. Ela aguardava a sua reação. Foi então que reparou melhor em Luís. Ele parecia não estar ali. Parecia não ter ouvido nada do que ela lhe dissera. E isso era absolutamente verdade. Na sua cabeça passavam imagens da viagem que haviam feito em Paris. Ao lembrar-se dos dias ali passados, Luís, reviu mentalmente o passeio dado pela Pont des Arts, que estava pejada de juras de amor. Também eles ali colocaram em jeito de cadeado, a paixão que os unia, e que se queria perpétua. Lera no jornal que, devido ao peso, iam ser retirados. Também ele estava agora a sentir um peso. Parecia-lhe ouvir um clique dentro de si, como se fosse um fecho abrindo-se, e que o separava do que julgara mais eterno.
    Sem responder, rodou nos calcanhares e saiu rápido, pois temia que aquela retirada lhe enferrujasse o coração durante muito tempo.
    E a felicidade, não se quer hipotecada.

    Título ” Cadeados de Paris” -publicação autorizada- blog “desabafos em rodapé” – autora : Mia dos Santos

    Curtido por 2 pessoas

  5. O DESEJO MAIOR

    Estava sob a ponte. Não era qualquer uma, mas a famosa ponte dos desejos que nunca se realizavam. Olhava para ela incrédulo. Não era homem de pouca fé, mas o misticismo ia um pouco além de suas crenças e convicções. Pensou na possibilidade de pedir dinheiro, mas se a ponte fosse mesmo mágica seria um desperdício realizar seu único desejo com algo que poderia conseguir sem ponte. Pensou em um grande amor, mas a ideia de uma linda mulher surgir como uma sereia das águas cristalinas o fazia rir, tanto que se achava ridículo só de pensar na possibilidade de pedir. Foi então que decidiu arriscar um desejo oculto. Fechou os olhos e jogou uma moeda de ouro que ganhou de seu pai, ainda menino, torcendo para que ninguém presenciasse a cena.

    — Eu quero ser um homem livre — disse o mais alto que podia.

    Abriu os olhos e percebeu que nada mágico havia acontecido ao redor, nem mesmo o ar havia sido atingido por qualquer rajada de vento. Esboçou um sorriso de deboche e lamentou não poder recuperar a moeda que, com certeza, seria valiosa no futuro. Seguiu irritado com a vida, tanto que não viu a pedra que o fez esborrachar a cara no chão. Maldito dia! – exclamou aos quatro ventos. Ao recompor-se viu uma chave dourada no chão do tamanho da moeda que jogou. Pegou o pequeno objeto e seguiu adiante sem pensar mais no ocorrido.
    Certo dia, embalando as coisas para a mudança, pois havia sido despejado injustamente do pequeno cortiço onde morava por cobrança de aluguel absurdo, encontrou uma caixa. O pequeno cadeado velho podia ser destruído por qualquer ferramenta, mas o que lhe chamou a atenção foi o fato de que somente uma chave caberia naquela pequena fechadura e assim ele o fez. Destrancou o cadeado e a vida. Na caixa havia um bilhete:

    “Se queres ser livre, acredite em si mesmo e lute pelo que acredita. Não há liberdade maior. ”

    Ele compreendeu e lutou. Foi às ruas, incentivou protestos, reuniu grupos, participou de greves e foi nomeado o novo comandante da ordem. Em sua candidatura optou pela honestidade e justiça. E a mágica aconteceu, sem dívidas ou culpas, ele aceitou o ensinamento e encerrou a vida com chave de ouro. Tornou-se um homem livre.

    Espero que goste, foi de coração.
    Beijos

    Curtido por 2 pessoas

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