Quarta-Feira Criativa - 22/09/15

Quarta-Feira Criativa – 22/09/15

Quem ainda não teve oportunidade de conhecer as regras, por favor, acesse

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/08/26/projeto-quarta-feira-criativa/

Então, se você for participar, veja a foto a seguir, mas não leia o meu conto, que estará na sequência, até que tenha publicado o seu nos comentários.

Além disso, ainda é possível participar das Quartas-Feiras anteriores! Basta clicar nos links a seguir:

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/02/quarta-feira-criativa-020915/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/16/quarta-feira-criativa-160915/

Quarta-Feira Criativa - 22/09/15
Quarta-Feira Criativa – 22/09/15

Lúcio era um químico industrial que adorava levar trabalho para casa. Por mais incrível que pareça, ele tinha um minilaboratório em sua garagem. Claro, o carro ficava do lado de fora quando ia fazer alguma experiência, só para garantir. Tinha, também, um gato arteiro batizado de Presto. Merecia o nome, pois seu dono não conseguia acreditar nas coisas que o felino fazia aparecer. E, por falar no bichano, o silêncio da casa preocupava Lúcio.

— Presto! Cadê você? — indagou o químico.

Mas não obteve resposta. Deixando o fogo ligado sob o tubo de ensaio com um líquido transparente, entrou na casa para procurar pelo gato. Sorrateiramente, enquanto o dono saía da garagem, Presto entrava pelo vitrô. Carregava um presente — um rato morto —, pendurado em sua boca pelo rabo. Porém, ao ver a chama dançante sobre a bancada, pulou para cima dela, largando o que trazia.

— Presto! — gritou Lúcio enquanto seu tubo de ensaio era derrubado por uma pancada do gato.

Ao tocar outro composto, a bancada inteira pegou fogo, que logo se alastrou pelo resto da garagem. O felino-a-jato com rabo em chamas saiu correndo para o jardim da frente, enquanto Lúcio se apressava para alcançar o extintor de incêndio na cozinha.

Felizmente, a estrutura da garagem ainda não tinha sido afetada quando deu conta do fogaréu. Entretanto, se dependesse de seu dono, a estrutura do bichano não continuaria estável por muito tempo, quimicamente falando.

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16 comentários sobre “Quarta-Feira Criativa – 22/09/15

  1. Vidas Cruzadas

    O rapaz permanecia sentado diante da lareira do antigo chalé da família. Marcio era o seu nome. Vestido elegantemente bebia uma taça de vinho enquanto a sua frente olhava os retratos e cartões que havia espalhado pelo chão a fim de tentar um reencontro consigo e com a sua vida.
    Relia e contemplava aqueles instantes ali preservados para sempre. Onde estaria agora aquele momento? Em pouco tempo sua vida parecia ter perdido totalmente o sentido e a direção.
    E por quê? Por que tudo havia chegado ao ponto que estava? Isso não era fácil responder ou aceitar. Ensaiava lançar ao fogo as fotos, cartas e os cartões. Inútil. Não conseguia sequer mover as mãos para próximo da lareira para cumprir o imaginado.
    As horas corriam sem piedade. Dali a poucos instantes no futuro bem diante de si entraria em uma igreja para testemunhar a mulher de sua vida ser entregue no altar para outro.
    Sua melhor amiga o convidara para testemunhar o dia de seu casamento. Seria então o padrinho e não havia como ter negado o pedido. Um pedido tão inocente e emocionado. Tão sincero e tão fatal.
    Agora ali estava ele sem saber para onde ir. Os pensamentos insistiam em tentar negar a realidade e distraído recostava uma das fotos no peito e ensaiava uma prece. Quem sabe pudesse acontecer um milagre?
    “Hei, querido! Vamos. Senão vamos nos atrasar. Temos que chegar à igreja antes da noiva” – a mãe o olhava com ternura, conhecia o sofrimento do filho, mas não havia nada que pudesse fazer.
    Sem responder, levantou e seguiu a mãe sem a certeza de que o milagre pudesse acontecer.
    Tarde demais! – pensou.

    By Laynne Cris
    23 de set 2015
    Chasing Cars

    Snow Patrol – Chasing Cars (Boyce Avenue acoustic cover) on Apple & Spotify

    Curtido por 3 pessoas

  2. Não consegui escrever na semana passada. Mas nessa semana, estou de volta ao seu desafio.
    Aqui vai:

    “Estou completamente perdida. Eu me desorientei enquanto acompanhava aquela borboleta. Mas ela era de uma beleza como nunca vi antes. Sei que fiquei hipnotizada. Mas agora já não sei qual é o caminho de volta para a casa. Sei que não preciso ter medo, que aqui tudo é seguro; mas não tenho como localizar ninguém, nem ligar. E agora? Por mais que meu lado racional me diga que o desespero não vai ajudar, não consigo controlar essa angústia. Minha vontade é de chorar! O que vai resolver além de me desidratar?
    A noite está chegando. Não tenho lanterna. Nem mesmo fósforos para poder acender alguma fogueira para me aquecer. Talvez o melhor seja andar mesmo, enquanto ainda há alguma luz natural.
    E se eu tentar seguir o sol? For caminhando em direção ao crepúsculo? Irei sair do bosque e estarei bem próximo da estrada. É isso. Caminhando. Sempre caminhando.”

    Título: Caminhando

    Curtido por 3 pessoas

  3. CAMINHOS DE FOGO

    Já contei que sou mateiro e vou falar um pouco mais, afinal adoro estar dentro das matas, me sinto perto do meu ambiente. Picada de cobra nunca sofri, já nadei com jacaré, de papo amarelo claro, vi de perto uma sucuri, dessa não me arrisquei muito, onça já avistei a distancia, jaguatirica já soltei de armadilhas, cachorros do mato já me fizeram perder a paciência ao roubarem meus mantimentos e até meu bule de café sobre a fogueira derrubarem, mas nunca a tristeza e o desespero me bateu, afinal estava eu entre os meus.
    Algo que me marcou e me deixou apavorado, foi por volta dos anos 70 quando as aparições em Jacarepaguá eram clássicas e me lembro de subir a noite a mata em direção a reserva da Pedra Branca. Chequei ao lago e por lá acampei, experiência única sem drogas viu gente amiga, alias a única que rolou veio do alto, um balão enorme que caiu entre o local que eu estava e o lago. Não tinha como me salvar o fogo andou rápido pelo vento forte que soprava da praia em direção ao interior e rapidamente o fogo próximo a mim chegou, pensei seriamente que iria morrer, foi quando decidi arriscar-me a pular no lago e afundar-me no mesmo, subindo aos poucos para tentar pegar o pouco de ar que sobrava na superfície. Cheguei a sofrer algumas queimaduras mas nada de tão grave. Então fica aqui uma dica, não solte balão, não mate vidas nem destrua o pouco de natureza que nos resta, siga outro caminho, plante um árvore, espalhe sementes de frutas pelas matas ou em seu entorno, não deixe que eu fique triste, e sim que veja a sua capacidade de tornar o local árido em tesouro.

    Titulo: Caminhos de fogo – publicação autorizada – Blog Unobtainium – autor: Cláudio El-Jabel

    Curtido por 1 pessoa

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