Quarta-Feira Criativa - 30/09/15

Quarta-Feira Criativa – 30/09/15

Quem ainda não teve oportunidade de conhecer as regras, por favor, acesse

https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/08/26/projeto-quarta-feira-criativa/

Estamos, oficialmente, na metade do projeto. Mais cinco Quartas-Feiras Criativas (espero que consecutivas) e vou juntar tudo em uma antologia. Participe e divulgue!

Quarta-Feira Criativa - 30/09/15
Quarta-Feira Criativa – 30/09/15

“Bruuum!”

Acordei assustado com o barulho do trovão. Eu ainda estava naquela cela úmida de pedra. Respingos da chuva torrencial me atingiam, fazendo eu sentir ainda mais frio. Outro raio caiu, iluminando a cela e formando uma sombra macabra na parede por um instante. Na sequência, veio o trovão, deixando minha audição anestesiada algum tempo.

Não era justo. Aquele nobre almofadinha havia me atirado ali, usando de sua influência e dinheiro, porque desejávamos a mesma mulher. E eu, um reles relojoeiro, nada podia contra ele. Talvez ela fosse demais para mim. Destemida, lutadora, independente. Justamente o que me atraía nela…

Enquanto me lembrava da bela dama, a chuva diminuía. Ouvi, então, um barulho de metal quicando no chão, perto de mim. Tateei ao redor e encontrei um alfinete. “Perfeito!”, pensei. Usei-o para abrir o cadeado da cela e saí em disparada pelos corredores e escadas do calabouço.

Aproximando-me do salão principal do castelo, ouvi o alvoroço. Devia haver umas duzentas pessoas no casamento do nobre e da minha amada. Esgueirei-me pelos cantos e reparei algo estranho — procuravam por alguém. Logo percebi que era a noiva que havia desaparecido! Meu coração disparou. Passando pela agitação, foi fácil sair do castelo.

Na chuva fina, dei a volta até onde imaginei que seria a janela da, outrora minha, cela. Lá estava ela, coberta por um manto com capuz. Pronta para somar sua identidade à minha. Demos as mãos e nunca mais fomos vistos ali.

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24 comentários sobre “Quarta-Feira Criativa – 30/09/15

    1. Não tem uma interpretação correta para as imagens.

      Não precisa se preocupar! Se você achar que é uma cédula de identidade, então tá certo. Se achar que é um cartão de crédito, sem problemas. Pode ser um cartão de membro de uma biblioteca ou um clube. Por que não um cupom de desconto? Pode interpretar como quiser! Se tiver tempo, escreva sim 🙂

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  1. Boa noite, Palhão. Essa semana foi punk. Mas, eu ainda quero tentar essa! Vamos ver o que sai e ai volto aqui.

    Muito bom o conto! Adoro castelos e essas coisas da era medieval. Me lembra muito a série Tudors ou Da Vinci Demons. Pensa num cara que vivia se metendo em encrencas pelo tamanho de sua audácia e falta de freio na língua? É, o Da Vinci da série… sem contar que eu acho um lindinho….

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Laynne,

      Que bom que gostou!
      As séries parecem interessantes. Vou ver se minha esposa topa assistir alguma comigo.

      Participe, sim! Não precisa ter pressa.
      Até eu começar a juntar os textos para a antologia, todos podem participar de todas as Quartas-Feiras.

      Abraço!

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  2. Oi Lucas, adorei o projeto “quarta-feira criativa”, eu tento fazer algo parecido, mas não publico, apenas para melhorar minha escrita em geral. O texto ficou ótimo e espero que consiga fechar o projeto com a mesma criatividade! Parabéns!

    Beijos.
    vidaemserie.com

    Curtido por 2 pessoas

    1. Olá, Kamylla!

      Que bom que gostou.
      Convido você a participar das Quartas-Feiras conosco!
      Você pode optar, depois, se quer que eu republique seu texto ou não, ok?
      Abraço e obrigado pela visita.

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  3. O SEGREDO DO QUARTO

    Para uma criança o segredo é sempre algo a ser explorado. Os medos podem ser os mais absurdos como temer a si mesmo ou pela imagem refletida e distorcida ou por uma iluminação que faça da sombra o monstro infernal.
    Essa foi a história contada por Aderbal, ele não podia ver uma porta fechada que já ia enfiando seu olho na fechadura. Sua mãe e seus irmãos sempre diziam você um dia vai ficar zarolho, sai enfiando seu olho na fechadura e nem imagina que do outro lado alguém possa estar colocando a chave para abrir a porta, pare com isso Aderbal, você pode se dar mal.
    Foi assim que Aderbal crescendo tornou-se compositor, quem diria e num de seus sambas ele cantava exatamente o que sempre ouviu na sua infância e era mais ou menos assim, “Pare de tanto cutucar na fechadura, você pode vir a se espantar, no buraco dessa chave uma imagem diferente pode vir encontrar, dentro do quarto, com o sol batendo por trás sua sombra vai te zombar. Esse é o medo dos trouxas, arrume o que fazer vai pro tanque lavar roupas…”
    Aderbal cresceu e viveu das musicas que fazia, cantava Aderbal sempre com muita alegria.

    Titulo: O segredo do quarto – publicação autorizada – Blog Unobtainium – autor: Cláudio El-Jabel

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