Quarta-Feira Criativa --- 28/10/2015

Quarta-Feira Criativa — 28/10/2015

Quem ainda não teve oportunidade de conhecer as regras, por favor, acesse

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Esqueci de comentar antes mas você pode participar de quantas edições quiser. Aliás, seria ótimo se participasse de todas as Quartas-Feiras!

Então, se você for escrever, veja a foto a seguir, mas não leia o meu conto, que estará na sequência, até que tenha publicado o seu nos comentários.

Quarta-Feira Criativa --- 28/10/2015
Quarta-Feira Criativa — 28/10/2015

Colhi um escaravelho de ouro da árvore de folhas de prata, à beira do Lago de Bronze. A formação era de água mesmo mas tantos soldados em suas armaduras haviam sido jogados ali que o nome do metal pareceu apropriado. Eu tinha a pequena peça que se encaixava no inseto precioso. Usei-a para dar corda e ‘voilà’ — o bichinho saiu voando das minhas mãos. Saí correndo, tentando segui-lo, mesmo que não fosse tão seguro alguém da minha idade estar fora dos muros a essa hora. Eu só queria saber para onde iam. E por que meu pai havia me dado essa peça, que eu carregava pendurada ao pescoço, antes de partir para a guerra contra os bárbaros. Ao pé de uma montanha, a perseguição se tornou impossível. Ouvi cavalos se aproximando e me escondi atrás do tronco da árvore mais espessa que havia por perto. Parece que eram dois cavaleiros. Espreitando com cuidado, vi suas roupas de peles de lobo e supus ser o chefe aquele que vestia, também, uma cabeça de canino. Disseram uma palavra que não consegui entender e uma abertura se fez na rocha, grande o suficiente para entrarem na montanha. Quando pareceu seguro, segui por ela tentando me manter à luz das tochas mas não consegui acompanhar o ritmo dos cavalos. Oprimido pela escuridão, parei, tateando a parede. Meu coração começou a bater forte, na medida em que o desespero tomava conta de mim. Foi então que, ao mesmo tempo, vi luzes se aproximando tanto da entrada quanto do lado oposto. Sem ter para onde correr, me comprimi contra a parede na esperança de que não me vissem. Quanto mais perto chegavam, menos ar eu conseguia puxar para os pulmões, tamanho era a o desalento. De repente, reconheci minha mãe vindo da entrada com um saco em uma mão e uma tocha na outra. Do outro lado, os cavaleiros voltavam, cada um também com um saco nas mãos. Fiquei confuso com a situação mas resolvi correr para o lado de quem me era familiar. Ela parecia calma na presença dos outros, então fiquei mais aliviado. Todos eles me ofereceram os embornais. Abri-os e descobri um escaravelho de ouro em cada. Ao indagar, não obtive resposta de nenhum deles. Inspecionando melhor, notei um brilho verde no fundo dos olhes deles. O que estaria acontecendo?

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18 comentários sobre “Quarta-Feira Criativa — 28/10/2015

  1. Hello, meu caro Lucas… hoje com uma noite mais “tranquilinha” resolvi começar a rabiscar umas coisas e veja se vale como conto…

    Abraços

    Em busca da Esperança

    Sentou-se embaixo de uma árvore para abrigar-se do Sol que chegava ao seu ponto mais alto naquele dia e também precisava descansar um pouco os pés da longa caminhada até ali.

    Sentiu fome, pois já fazia horas que havia comido uma fatia de pão e uma taça de hidromel. O relógio aproximava-se das doze horas e ainda faltava metade do percurso para chegar á casa de uma senhora sábia, que alguns conheciam pelo seu conhecimento das ervas e da magia. Uma vizinha de confiança havia lhe indicado mais ou menos o caminho mais seguro a seguir. Não tinha um nome, mas sabia que encontraria.

    O caminho de terra batida parecia deserto naquela hora do dia e o local escolhido para repousar ficava um pouco afastado da estrada. O mato crescido, já alto, encobria-lhe até a cabeça e ela sentiu que podia descansar e alimentar-se antes de continuar a viagem.

    Elisa tirou do saco de viagem algumas frutas e uma botija com água. Certificou-se de que estava livre de insetos e bichos o chão e sentou-se e acomodando na árvore, comeu. Silenciosamente podia ouvir cada som da natureza e isso lhe trouxe um pouco de calma e confiança.

    Em uma arvora a sua frente um pássaro alimentava seus filhotes, e voava longe e voltava para dar-lhes de comer, com os olhos fixo a observar aquela cena impressionante. O motivo de sua viagem veio á tona em seus pensamentos. Seria ela a pessoa a buscar distante a “sabedoria” para salvar sua gente?

    Apressou-se a juntar suas coisas e a reflexão que teve durante aquele momento foi-lhe crucial para que pudesse orientar seus objetivos, e sua certeza lhe proveu mais coragem para prosseguir com seus planos e sonhos. Ergueu a cabeça e correu para estrada animada e confiante. O caminho era longo e precisava chegar antes do por do Sol.

    Tudo o que Elisa tinha, estava ali naquela pequena trouxa em suas costas, e sua maior riqueza carregava consigo, dentro do peito e em pequenos pedaços de papel que escrevinhava o tempo todo. Elisa tinha um sonho e ao menos que morresse no caminho faria de tudo para realizá-lo.

    Para trás só deixava a tristeza, a amargura, a desolação e a solidão. E, um dia acreditava que, se pudesse voltar, seria para levar algo que nunca existiu em Guinanka, a esperança.

    Por Laynne Cris Andrade
    em 28 de outubro de 2015

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  2. MÃE NATUREZA

    Dizem que árvore não sai nunca do lugar, cria raízes, mas sempre espalha suas sementes ao vento dando origem ou caminho e direção para uma nova geração.
    Na cultura de meu avô egípcio o escaravelho é o símbolo do próprio Sol, do próprio renascer, aquele que renasce de si mesmo e sempre volta. No ciclo da vida podemos perceber isso nessas três imagens, o caminho ou direção para onde quer que aponte nosso mundo é redondo, logo estaremos sempre voltando a nossas origens, a árvore por mais que seja local, pela força do vento ou da ajuda de animais faz com que sua semente a cada dia repovoe e se faça presente em todos os cantos do mundo.
    A visão que podemos ter dessa configuração profética diria eu é que estamos de fato andando em círculos, em algum momento nos acertaremos com certeza.
    Enquanto tudo isso não acontece, lembre-se, respeite sempre a mãe natureza.

    Titulo: Mãe Natureza – publicação autorizada – Blog Unobtainium – autor: Cláudio El-Jabel

    Curtido por 1 pessoa

  3. Lucas,
    Parabéns ! Seu conto ficou muito bom, embora eu ainda estou com duvida do que seja uma das figuras do dado, não sou boa com interpretação de imagens ehehehehe, só não participei nessa porque fiquei com dúvidas . Vou esperar a próxima ansiosa 🙂
    Seu blog está ficando cada vez mais criativo e organizado.
    Beijão 🙂

    Curtido por 1 pessoa

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