Quarta-Feira Criativa 001

Projeto Quarta-Feira Criativa

Inspirado no Projeto Quinta Autoral, do blog Fabulônica, estou lançando o Projeto Quarta-Feira Criativa.

A proposta é a seguinte: vou rolar 3 dados do meu kit de criatividade e fotografar o resultado. Então, vou fazer o artigo da Quarta-Feira Criativa, usando a foto que tirei como imagem destacada. No fim do artigo, vou publicar o meu microconto, de 500 a 1500 caracteres, contando espaços, conectando as três figuras. É melhor que você não leia o meu texto caso queira participar. Então, escreva o seu microconto, seguindo as mesmas regras anteriores. Além disso, não coloque título, termine com o nome que deseja que apareça caso seja publicado, seu site ou blog para divulgação e me diga se gostaria que fosse republicado – tudo isso nos comentários. Depois de 10 Quartas-Feiras Criativas, que posso distribuir pelos próximos 3 ou 4 meses, pois não sei se conseguirei publicar toda quarta, vou juntar os meus microcontos e os daqueles que permitirem que eu republique, em uma coletânea para ser disponibilizada na Amazon. Como não poderei cadastrá-lo no programa KDP, já que não serão exclusivas, não sei como funcionará a política de preços. Vou tentar deixá-lo de graça ou no menor valor possível.

Lembre-se: você pode participar do projeto mesmo que não queira que eu republique seu microconto. Basta dizer que não quer e respeitarei sua vontade.

Então, vamos começar! Meu texto está a seguir. Caso queira participar, leia somente depois de escrever o seu nos comentários!

Quarta-Feira Criativa 001
Quarta-Feira Criativa 001

“Droga, perdi as chaves”, pensei quando não as senti no meu bolso, já em frente ao meu prédio. “Será que caíram no rio quando passei pela ponte?”. A lua cheia brilhava forte no céu, o que ajudava um pouco na minha busca. Porém, atravessei a ponte de volta e nem sinal das chaves. Parei, então, no meio da travessia e fiquei olhando a água passando. Ela estava indo em direção ao mar – sua casa – e eu, aqui, trancado para fora da minha. O reflexo da lua ficava distorcido nas águas em movimento mas, ainda assim, era bem forte. Foi então que, próximo à margem esquerda, no fundo do rio, vi algo cintilante. Desci até a margem para ver mais de perto. Tomei coragem, ajoelhei na beirada e tentei alcançar, com o braço dentro do rio. Desequilibrei-me e caí dentro dele. A água gelada me fez perder o fôlego, entretanto, tratei de respirar fundo e me acalmar. Agora que eu já estava ali, encharcado, era só me abaixar e pegar o treco brilhante. Tirei-o do fundo e olhei de perto. Era um diamante. “Droga”, pensei enquanto o arremessava longe, “pensei que fossem minhas chaves”.

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64 comentários sobre “Projeto Quarta-Feira Criativa

      1. E as palavras que lhe ficavam presas na garganta? Ficavam ali, como se estivessem fechadas à chave. Num buraco escuro onde parecia ser impossível encontrar o caminho de saída. Seria assim com todas as pessoas? Com aqueles pensamentos na cabeça, deu-se conta que estava chegando a casa. Aquela alta torre que sempre lhe pareceu tão romântica, tirando o facto de ser feita de betão, – parecendo que não, as pedras empilhadas dos castelos, têm outra magnificência- mas, sim, lembrava-lhe as torres mais altas que há sempre nas histórias com princesas e maldições. Maldição mesmo, era quando o elevador avariava, e tinha de subir os cinco andares a pé. Olha se morasse no último andar…ora…se lá morasse, avistava das grandes janelas da sala, a chegada do seu príncipe, mesmo apeado. Havia de vê-lo a atravessar a ponte debaixo da qual aquela massa de água espelha todo o cenário que à sua volta se construiu. E por falar em cenário… enquanto rodava a chave na fechadura, na sua maneira de ver as coisas, faltava ali, um cavalo branco. Como nas histórias que a fizeram feliz um dia, já longe na sua memória. Mais tarde, também tivera direito à sua narrativa; já fora feliz com o seu príncipe, mas agora…sentou-se no sofá, contorceu as mãos para ganhar coragem, pois era hoje que , as tais palavras lhe haviam de sair da garganta com ou sem chave, Afinal, era disso que dependia a sua felicidade, e essa, não podia ficar hipotecada…

        título: “Uma história com chave dentro” – – publicação autorizada- desabafos em rodapé- autora: Mia dos Santos

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  1. Depois de um longo dia, resolvi voltar a pé para casa. Precisava oxigenar o cérebro e pensar na vida depois de tanta coisa acontecendo. Ali, bem em cima do viaduto do chá em SP tinha comprado uma garrafa de água para garantir o percurso de volta para casa, apoiei o pé na grade da ponte para fechar a mochila quando observei no chão um envelope dobrado, achei que fosse uma grana perdida, mas continha uma chave daquelas antigas, de guarda-roupas ou mala velha acreditei, não se fabricam mais destas e uma carta que dizia ser eu o escolhido para uma tarefa especial de dois dias se quisesse descobrir tinha de seguir as instruções. Nada de valor havia me prometido além de valor sentimental. Poderia ter jogado fora, mas pela escrita daquela carta de folha simples, pautada onde cada letra fora artesanalmente esculpida com muito carinho pela caligrafia mais linda que vi na vida. Caminhei até aquele Prédio na rua citada, e disse ao porteiro que necessitava retirar uma encomenda da caixa nº33, a senha era chave conforme instrução. O presente, uma pequena caixa de madeira de fechadura pequena, perfeita para a chave. Carregava uma agenda e uma lista de sonhos que levei para casa. Realizar o sonho de alguém cuja vida não lhe deu tempo hábil para realizá-lo é muito gratificante. Ganhei de presente naquela agenda uma bela história de vida, e que história! Hoje, deixei outro envelope espalhado com novas instruções em um banco da Pinacoteca do Estado. Quem será o novo dono da À Chave dos Sonhos?

    titulo: A Chave dos Sonhos – publicação autorizada – Blog do Reportter – autor: Robson Joaquim

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  2. Boa noite. Aqui em Portugal já cantam as estrelas no céu há umas horas. Só agora dei conta do projeto. Achei muito interessante. Quem sabe se me inspiro, e troco palavras com sabor a sal do Atlântico pelo meio? Apesar da distância, é capaz de haver um cantinho para a expressão lusa. Estou a seguir o seu blog. Agradeço o facto de ser meu seguidor.
    Um abraço,
    Mia

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  3. Adorei ver e ler, vou contar uma história mas não é dos seus dados e sim do que já fiz. Aqui o tema são as imagens dos dados (pelo que entendi), lá na antiga comunidade de uma amiga portuguesa, rolavam as cartas de tarot, como a uma releitura dos significados fazíamos a história embasada nas caídas das cartas, uma vez estava eu com tanta prática que a leitura saiu em forma de um conselho poema. Ficarei antenado nessa sua proposta e quem sabe não exercite minha imaginação para além de um boa história ainda venha seguida de poesia? Muito bom! 😀

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      1. Acredito que seria isso a brincadeira se não for peço desculpas e tento acertar.

        “Apenas uma vontade rápida de começar, desço de meu apartamento na intenção de sair por ai, me visto e olho pela janela diante aquele horizonte me chamando para fora. Do alto do trigésimo andar tudo parece tão perto e tão longe. A cidade fica pequenina com o poder de ver os aviões quase que em minhas mãos, mas eles passam tão rápido que somente se pudesse voar para acompanha-los. Procuro pela chave do carro e do apartamento, certifico-me por diversas vezes que tranquei-o e que acionei para desarmar o alarme do carro. Com a chave no contato dou a partida em poucos minutos acreditava eu que estaria do outro lado em direção ao aeroporto, mas havia uma ponte no caminho.
        Nada que eu pudesse fazer apenas passar pela mesma e chegar o mais breve ao ponto de encontro do aeroporto. Tudo levava a crer que daria certo, mas havia aquela ponte no caminho. Foi então que o destino entrou naquela tarde para mudar a história, todos sabiam que a ida ao aeroporto era apenas uma desculpa, a pressa em sair era uma desculpa, mas mesmo assim todos não manifestaram nenhuma razão para impedir aquela saída e foi exatamente no meio do caminho, onde havia aquela ponte que parei, desci do carro e percebi que já era tarde o voo que havia visualizado não era o mesmo que pensava ser e fiquei ali ao meio da ponte, pois ela estava no meio do caminho, divisora de águas, de ideias, de vontades. Voltei cabisbaixo para o apartamento coloquei a chave sobre o móvel e da janela passei a dar mais atenção, agora não mais aos aviões, mas a ponte que havia no meio do caminho”.
        Titulo: A ponte do caminho – publicação autorizada – Blog Unobtainium – autor: Cláudio El-Jabel

        Um abraço! 🙂

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  4. Que ideia fantástica!!! Parabéns por isso.Só vi agora, seu blog é um perigo pra mim, muitas informações me deixam igual ao urso do pica-pau. rsrs Nem sei por onde começar. Isso é bom tá?! Não sei se teria coragem, não sou muito boa com as palavras como a maioria, mas quem sabe…só pelo projeto já vale a tentativa. Bjo

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  5. Há horas o barulho do estralar do fogo na madeira nos consumia, mas ela ainda aguentava firme. Minhas pálpebras inchadas continham as lágrimas da fumaça e da razão que já havia nos abandonados.
    Nossa última esperança foi queima-lá e assim evitar a invasão selando nosso destino com o isolamento. A PONTE era nosso único acesso ao mundo e, agora, ardia em chamas.
    Em nenhum momento o medo passou pelos meus olhos, mas agora esta CHAVE que carrego no peito há tantos anos não passa de um relicário, um símbolo e maldição para as futuras gerações, pois mesmo tendo uma porta estaremos presos para sempre nesta TORRE.
    O mundo de fora será fábula e só poderá ser visto por miúdas janelas.

    Titulo: A Grande Decisão – publicação autorizada – Blog A Riscar https://ariscar.wordpress.com/ – autor: Cristiano Prado

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  6. Estava eu, sentada a beira de um rio, meditando sobre as coisas da vida. Meu olhar passeava pela superfície da água, que naquela manhã, estava especialmente calma. Enquanto observava as águas passarem como se fosse minha vida, ali, sem poder mudar de rumo, vi uma chave de aparência desgastada, porém bonita ainda, mesmo oculta pelo limo. Minha mente foi imediatamente para as portas com as quais poderia abrir uma chave tão antiga. Levei um tempo ainda até decidir-me leva-la ou não, ainda estava no campo das metáforas. Peguei. Limpei o suficiente, não muito, e caminhei. Encontrei-me indo em uma direção diferente da costumeira. Claro, só poderiam vir novidades de tal atitude. Encontrei uma ponte, forte, demonstrando as características de algo feito por quem realmente sabia seu ofício. Escolhas… atravessei, minha mente já ia longe a essa altura. Tantas mudanças! Porém percebi que, mesmo mudando o caminho, mesmo pensando longe, o final seria o mesmo. Ao longe vi meu edifício, antigo também, forte também e guardando meus mais preciosos bens e maiores segredos, segredos que chave alguma poderia revelar e ponte nenhuma das acesso.

    Título: Escolhas – Publicação: autorizada – Blog: MorgauseDs – Autor: MorgauseDs

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