Quarta-Feira Criativa S03E09

Bem-vindos ao penúltimo episódio da temporada! Espero poder contar com sua participação através de um microconto de 500 a 2000 caracteres (contando os espaços). Divirta-se conectando as imagens dos dados no seu texto e o compartilhe conosco nos comentários!

Regulamento:

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/08/17/regulamento-da-terceira-temporada-do-projeto-quarta-feira-criativa/

Episódios anteriores:

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/08/24/quarta-feira-criativa-s03e01/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/08/31/quarta-feira-criativa-s03e02/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/09/07/quarta-feira-criativa-s03e03/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/12/21/quarta-feira-criativa-s03e04/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2016/12/28/quarta-feira-criativa-s03e05/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2017/01/04/quarta-feira-criativa-s03e06/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2017/01/11/quarta-feira-criativa-s03e07/

https://lucaspalhao.wordpress.com/2017/01/18/quarta-feira-criativa-s03e08/

quarta_s03e09

Uma forma ineficiente de controle de zoonoses

Perdi a chave de madeira na fechadura do pequeno baú, feito do mesmo material. Eu queria usar o ímã para esmagar o inseto na minha pia, mas não poderia. Resolvi usar o baú inteiro como mata-moscas. Acabou não sendo uma ideia das melhores: vários garfos voaram do escorredor, atraídos pelo magneto e quase acabei com o braço perfurado.

Nem sei porquê eu guardava aquele destruidor de eletrônicos em casa. Seria melhor me livrar daquilo.

Tentei arremessá-lo da janela na lixeira do lado de fora. Porém, o magnetismo do objeto o grudou na cerca elétrica.

Ainda bem que o baú não é de metal, pensei.

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14 comentários sobre “Quarta-Feira Criativa S03E09

  1. Bonjour PALHAO

    Cette nuit je me suis reposé dans mon lit

    Aucun bruit n’est venu me déranger

    j’ai fais un rêve

    Et une personne m’a dis de venir te saluer

    Alors un énorme BONJOUR Pour la semaine

    Profite bien de celle-ci

    Passe un agréable journée

    Bisous amicaux Bernard

    Curtido por 1 pessoa

  2. Coração veterano.

    O cheiro de gesso e água quente da clínica carecia do barulho de passadas, bandejas metálicas ou de todo e qualquer burburinho. Às vezes, na vida, relaxamos mais do que deveríamos. E, ato contínuo, desesperamo-nos mais do que gostaríamos. Como de outras vezes acontecera ao senhor Antônio – agora trancado, sozinho, à noite, após dormir durante uma sessão na sala de fisioterapia.

    Pela manhã, os competentes certamente responsabilizariam a estagiária. Mas ali, sob a luz da lua advinda de um basculante, o velho senhor deparava-se com o verdadeiro culpado. Um inseto gigante e indefinido. Parecia uma barata, mas tinha pelos como uma caranguejeira. Era assustador. Obscuro. Envenenador de bons pensamentos. E avançava.

    Com os cabelos branco-experimentados, o ancião compreendeu de imediato o que ocorrera. Que o inseto assustara a estagiária. A qual se valeu de sete chaves para isolar seus mais profundos temores. Entendeu-a.

    Compensando com fé e certezas sua reduzida mobilidade, o marcado guerreiro sabiamente empilhou cadeiras e baldes até alcançar a pequena janela. Abriu-a. E assistiu ser atraído pela lua, a grande dona da noite e ímã magnetizador de todos os pavores, o monstrinho disforme. Imediatamente, fez-se dia.

    (Autorizada publicação, desde que citada autoria)

    Curtido por 1 pessoa

    1. Olá, Lena.

      Obrigado pela participação.
      Você respeitou as regras do regulamento e está concorrendo a ter seu texto na antologia.

      Pode ficar tranquila: caso seja selecionada, seu nome estará logo após seu texto.
      Gostaria que aparecesse Lena Demara mesmo?
      Se tiver algum site ou algum contato, pode deixar também para ir junto do seu texto na antologia.

      Grato,
      Lucas Palhão

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  3. Olá, Vanessa.

    Obrigado pela sua participação.

    Você respeitou o limite de caracteres, mas não encontrei as imagens dos dados no seu texto.
    São elas: ímã, besouro/inseto e chave.

    Conforme o regulamento, esse texto não será considerado para a antologia.
    Entretanto, você pode enviar outro, tanto para esse quanto para os outros episódios, ok?

    Atenciosamente,
    Lucas Palhão

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  4. Sorte?

    Tito era um besouro. Ele sabia que seu nome era Tito porque havia uma criança que aparecia no jardim-residência de Tito e o cumprimentava:
    – Oi Tito!
    Tito às vezes questionava porque ele e todos os insetos que moravam naquele jardim se chamavam Tito, mas não questionava muito. Tinha questões mais importantes com as quais lidar, como conseguir alimentos, se reproduzir, achar buracos legais.
    Um dia, Tito caminhava por seu jardim-residência quando avistou um objeto preto levemente brilhante, de forma retangular. Nunca havia visto algo assim. Colocou o objeto em suas costas para levá-lo até seu buraco preferido. No caminho, sentiu uma pressão para baixo e para o lado. Olhou para o lado. Uma moeda. O que não era tão incrível, pois familiar para Tito, mas o objeto incrível que ele carregava o fez olhar para a moeda, então ela deveria ser importante. A colocou em suas costas para levá-la até seu buraco também. Quando chegou, percebeu que o objeto e a moeda estavam colados. Foi preciso a ajuda de dez besouros para separá-los. Tito teve a comprovação de que aquele objeto era incrível. A única explicação lógica era de que ele indicava coisas que Tito devia levar para seu buraco.
    Tito passou um ano a percorrer o jardim com o objeto, atraindo moedas, pequenas chaves, grampos, clipes, etc. Ele havia enchido seu buraco com os objetos. Numa manhã, avistou a criança de sempre, perto de seu buraco. Ela o encarou. E gritou.
    – Tesouro!
    Os dois adultos que de vez em quando também visitavam Tito em seu jardim apareceram de imediato. A criança mostrava o tesouro com grande empolgação.
    – As chaves da caixa do correio que nós perdemos! – a fêmea falava ao analisar o tesouro – Como?!
    – Sorte. – respondeu o macho – Uma sorte muito estranha. Está rica hein, filha.
    Tito somente observava. Fizera uma criança feliz. Entretanto, agora sabia que não se chamava Tito, que devia ser apelido, porque nem macho ele era. Era fêmea, pois seu nome era Sorte. Apesar de ser uma Sorte muito estranha.

    Instagram: @louiseenriconi
    Permitida publicação

    Curtido por 1 pessoa

  5. Vontade

    Há numa rua, mal pavimentada, um poste cuja luz aos insetos enxameia. É ali que toda noite um perseverante moço faz pousada, como se a chave da felicidade procurasse, chave esta que atende por um nome de mulher.

    Por aquela estrada passava loção rosto, que feito imã atraia os olhos do rapaz, razão de seu rito religioso, que pela timidez do jovem admirador, há algum tempo acontecia.

    Parecia o mancebo estar tomado por qualquer ânimo eventual naquela ocasião. Por isso, encheu-se ele de confiança, quando viu a moça que em seus pensamentos habitava.

    — Oi.
    — Oi. — Os dois se cumprimentaram, os dois riram. Os lábios do rapaz balbuciaram algo, inaudível, depois cada um seguiu um destino diferente.

    Toda aquela coragem abandonara o garoto. Amanhã estaria ele, novamente, junto ao poste a esperar

    (Autorizo o conto para publicação, desde que citado o autor)

    Luiz Batista

    Perfil no Face: http://zip.net/bntFkT

    Desde já, agradeço a oportunidade.

    Curtido por 1 pessoa

  6. Besouro da sorte.

    Ana, dos olhos escuros e boca enigmática, era apaixonada por Demetria, dos cabelos compridos e sorriso que funcionava feito ímã pro seu coração.

    Havia planejado tudo: Como, ao acaso forçado, esbarraria na moça, e como, simpaticamente, trocariam olhares e, mais do que um isso, um pouco d’alma.

    Sentia o impulso crescer a medida que o tempo passava.

    Se fossem um livro, o ápice estaria chegando, e seria escrito em prosa, com muitos adjetivos e rodeado de sinestesia. Seu coração palpitava e o ar tinha um gosto macio.

    O mundo deu um tranco, a chave girou na fechadura e o sol beijou a terra. Maria surgiu no horizonte. Alguns passos de distância. Mais perto, um pouco mais e… Ana desviou os olhos para uma coceira na perna.

    Um besouro do tamanho do seu dedão escalava o seu corpo. Ela berrou assustada e se chacoalhou feito boneco de posto. Com cabelos desgrenhados e um coração acelerado, ergueu o rosto e se deparou com Demetria correndo em sua direção.

    Tudo havia dado errado, mas a atenção estava no corpo afoito que agora encontrava-se parado a sua frente. Ana explicou a situação. As duas riram. Cumprimentaram-se. Trocaram telefones. Seguiram caminho. Olharam, ambas, para trás. E o barulho do riso de Demetria, como sinos melódicos em uma noite de lua cheia, incrustou-se na sua memória. Precisava agradecer aquele besouro mais tarde.

    Autora: Giovanna Cuzziol.
    Prateleira de Vidro (https://prateleiradevidro.wordpress.com/)
    publicação autorizada

    Curtido por 1 pessoa

  7. Oi, tudo bem? Percebi um errinho no texto e vim arrumar. Desconsidere o último comentário e considere o texto abaixo, por favor! Abraços.

    Besouro da sorte.

    Ana, dos olhos escuros e boca enigmática, era apaixonada por Demetria, dos cabelos compridos e sorriso que funcionava feito ímã pro seu coração.

    Havia planejado tudo: Como, ao acaso forçado, esbarraria na moça, e como, simpaticamente, trocariam olhares e, mais do que um isso, um pouco d’alma.

    Sentia o impulso crescer a medida que o tempo passava.

    Se fossem um livro, o ápice estaria chegando, e seria escrito em prosa, com muitos adjetivos e rodeado de sinestesia. Seu coração palpitava e o ar tinha um gosto macio.

    O mundo deu um tranco, a chave girou na fechadura e o sol beijou a terra. Demetria surgiu no horizonte. Alguns passos de distância. Mais perto, um pouco mais e… Ana desviou os olhos para uma coceira na perna.

    Um besouro do tamanho do seu dedão escalava o seu corpo. Ela berrou assustada e se chacoalhou feito boneco de posto. Com cabelos desgrenhados e um coração acelerado, ergueu o rosto e se deparou com Demetria correndo em sua direção.

    O plano saíra dos trilhos, mas a atenção estava no corpo afoito que agora encontrava-se parado a sua frente. Ana explicou a situação. As duas riram. Cumprimentaram-se. Trocaram telefones. Seguiram caminho. Olharam, ambas, para trás. E o barulho do riso de Demetria, como o tilintar de diamantes em uma noite de lua cheia, incrustou-se na sua memória. Precisava agradecer aquele besouro mais tarde, afinal, tudo havia dado certo, mesmo que da forma errada.

    Autora: Giovanna Cuzziol.
    Prateleira de Vidro (https://prateleiradevidro.wordpress.com/)
    publicação autorizada

    Curtido por 1 pessoa

  8. O homem-rato

    Era um homem-rato. Considerava-se rato, formara-se rato, atuava como rato e para sempre seria rato. Alguns (em geral sacerdotes) chamavam-lhe mais de homem que de rato, por isso, resolvera adotar o “homem”, mas sem tirar o rato.

    Vivia em uma toca, se alguém chamasse para fora, grunhia, gemia, corria. Porém quase ninguém o chamava, e quando chamava, tentava tirar-lhe o suspiro. Sempre fora tratado como verme, por isso resolvera viver como um, na verdade, nascera um: ao nascer sua mãe o rejeitou alegando que era um monstro aos olhos dela, e como monstro ficou.

    No orfanato, era espancado, apedrejado. Seu amigo fiel era um rato — na verdade, estava mais para camundongo, mas ninguém importa-se em diferenciar — e esse contara-o, quando menino, o que era ser rato. Daí aprendeu.

    Autor: Antônio Matheus Lima Bezerra
    Link para o facebook: https://www.facebook.com/antoniomatheusxy
    Autorizo a publicação.

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