Quarta-Feira Criativa S02E06 (24/02/16)

Escreva um microconto de 500 a 1500 caracteres conectando as imagens dos dados. Talvez você queira deixar para ler o meu microconto, após a imagem, apenas depois de ter escrito para evitar que sua criatividade seja influenciada 🙂

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Quarta-Feira Criativa S02E06 (24/02/16)

Naquela noite escura de novembro, Cícero, o investigador, entrava no escritório de advocacia onde um dos sócios havia sido assassinado. A firma R&R e Associados tinha mais de dez anos e crescera muito em número de clientes desde a metade de sua existência. Roberto Rivera, o sócio mais velho, deixara o mundo brutalmente na última noite. O investigador viu a mesa de centro quebrada e o que havia sobre ela, estilhaçado. Cortes paralelos estavam presentes nos dois sofás ao redor do que era a mesa. As mesmas marcas podiam ser vistas em algumas das paredes. Finalmente, algo tinha feito três furos, agora rodeados de sangue, na grande mesa de mogno onde o corpo de Roberto havia sido encontrado.

Cícero colheu uma amostra do sangue e um pedaço solto da madeira de um dos sofás. Saiu do local, dando de cara com a lua cheia lá fora. Um frio percorreu sua espinha. Engoliu em seco e foi na direção de seu carro. Abriu a porta e colocou o pé para dentro, quando algo o puxou pelo colarinho, arremessando-o dois metros para trás. Caiu de bruços e levantou o rosto para ver quem ou o quê tinha feito isso. Um homem usando uma jaqueta preta de couro já estava a seu lado, agarrando-o novamente pelo colarinho. O investigador viu os dentes do atacante transformarem-se em presas e uma de suas mãos ficarem peludas e com unhas enormes. A criatura o jogou sobre o porta malas e, quase instantaneamente, fez as mesmas marcas da mesa de mogno na tampa do compartimento através do peito do investigador.

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27 comentários sobre “Quarta-Feira Criativa S02E06 (24/02/16)

  1. Ela perdeu a abotoadura do brinco que experimentara dentro da loja de bijourterias. Consciente do que pagaria sem levar nada, viu-se injustiçada porque afinal foi um acidente! Colocou-os de volta na prateleira disfarçadamente, enquanto a vendedora distraia- se com novas clientes. Sondou com os olhos ao redor dos pés para verificar se não caíra perto, sem sucesso. Por mais que seus óculos parecessem com um fundo de garrafa, precisaria de uma lupa para encontrar algo tão minusculo. A ação durou um minuto e em menos de cinco estava chegando no portão de casa. Parou. Olhou para o céu. A lua estava minguante. Sentiu-se triste. Voltou e enfiou os brincos na sacola. (Abá Morena – Café e Prosa)
    nome do conto: A vaidosa

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  2. Lucas como te falei, sou péssima contista, então sou café com leite hahahaa……fiz mais por interação que para publicação. Vocês do WP são maravilhosos com contos, confesso que to com vergonha de colocar o meu..ssr…..bju e obrigada por ceder o espaço.

    Curtido por 4 pessoas

  3. Mistério na Vila

    O detetive Erick havia sido contratado a peso de ouro para realizar uma missão que, aos olhos do contratante, não seria nada fácil: ele precisaria esclarecer o mistério que rondava a pequena vila próxima a um bairro periférico da capital, há quase três anos. Durante esse tempo, periodicamente e com intervalo de seis meses, uma casa era incendiada, inexplicavelmente ali. Cinco residências já haviam sido incendiadas, sendo que em duas ocasiões os moradores não conseguiram escapar. Para realizar a função, Erick teve de morar no local em que os misteriosos eventos ocorriam.
    Naquela noite em especial, ele, como costumava fazer desde quando chegou à pequena vila, saiu para fazer seu cooper; oportunidade que servia para averiguar, disfarçadamente, tudo em volta do lugar. A noite de lua crescente revelava aos olhos do detetive algo atípico e diferente: pela primeira vez desde quando ali chegou, encontrou alguém realizando sua mesma prática, no mesmo horário que ele, com um único diferencial: encontrara o homem de corpo atlético e aparência juvenil, com roupas apropriadas ao esporte no trajeto contrário ao que fazia. No entanto, devido à precariedade da iluminação pública da pequena vila, não pode visualizar os traços de sua face, notando tão somente sua altura e porte físico. Apesar da descofiança, não quis volver e segui-lo de imediato; não pretendia causar desconfiança ao homem. Prosseguiu na direção que tomava. Somente após ter concluído todo o percurso de sempre, foi que Erick retornou, no mesmo ritmo e pelo mesmo caminho. Ao se aproximar do local em que iniciara sua caminhada, algo fez com que seu coração aumentasse sua intensidade, avistara, ainda a uma distância de 50 metros a sua frente, o que não imaginara notar, a casa em que morava estava em chamas.

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  4. CASO

    Na calada noite, onde nenhuma luz era avistada nem mesmo no final do túnel, um crime acontece, cada pessoa remete o acontecido com sua cosmovisão teísta de que um Ser Superior levou mais uma vida para um lugar melhor, enquanto os mesmos reclamavam da sociedade e de como a justiça era cega, sem ao menos saber o que tinha acontecido naquela noite, quanto mais a Lua caía mais as dúvidas surgiam, até que luzes coloridas tomam o lugar. Um homem de casaco preto vasculha o corpo afim de encontrar uma pista, o corpo caído no banco da praça vestia uma casaco vermelho, o detetive abre os botões, coloca a mão no bolso do homem, e retira uma carta, então ele lê a carta com calma, pede para todos que assistiam a desgraça, voltassem para sua casa, a carta é queimada pela ponta do cigarro que estava aceso, o detetive tira uma caneta e um diário do seu bolso e escreve: “Caso resolvido, mais um morto pelo amor”

    https://rodizioboss.wordpress.com/2016/02/25/quarta-feira-criativa-s02e06-caso/

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  5. Parabéns pelo seu, Lucas. E meu parabéns a todos pelos seus. Ótimo domigo e semana!

    Segue o meu abaixo:

    O Garoto de Gude
    ———————–

    O garoto estava viciado na disputa. Sua mente era uma sucessão de linhas e traços que formavam quadrados e triângulos em conjunto com os impactos e sons produzidos pelas bolinhas. Seu desejo era pela Branca como a neve. Esta era do Fabrício, que nunca a jogava. Ela produziu no garoto uma obsessão. Não seria a última.

    Acordou excitado. Teve que ir na marra pra escola. Não conseguiu se concentrar em nada. Só pensava em chegar a tarde na qual a balança do tempo desequilibrava a luz do dia e trazia a lua, as fogueiras e o seu sucesso. É que ele era o melhor de todos. Com apenas duas que seu pai comprara, conseguira cinquenta e seis outras nas disputas. Tinha uma mira de atirador de elite. Um Sniper.

    Ia apostar alto. Interpelou Fabrício e ofereceu todas as suas por uma jogada pela Branca. E quarenta passos. O dobro dos costumeiros. Todos tiravam sarro. Os olhos de Fabrício brilharam. Tinha certeza do fracasso do seu amigo.

    O garoto fez seu ritual sem se dar por isso. Mãos na terra. Olhos no céu. Deu os passos. Mirou e lançou tudo com a verde transparente, sua arma mais poderosa da guerra. Foi com capricho. A linha era perfeita para o choque. Um montinho a desviou um pouco. Outro a colocou novamente em rota de colisão. Ela foi perdendo velocidade. Rolava com sofreguidão. A quatro palmos, todos transformaram seus olhos em lupas, com intensa expectação. Corações aos pulos. Duas lágrimas rolaram pela face do garoto quando ela parou a três centímetros do alvo.

    https://wldexilado.wordpress.com
    Waldir L.

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  6. Boa noite Lucas!
    Segue o meu. Desculpe o atraso.

    As coisas simples da vida

    Sou advogada. Passo o dia com um sorriso forçado no rosto tentando solucionar os problemas e conflitos alheios. Muitas vezes sou obrigada a usar uma lupa antiga, creio que foi de meu bisavô. Hoje mesmo usei-a para ler uma cláusula com letras minúsculas de um contrato de locação que fora rompido antes do prazo pré-determinado. O locador, obviamente, queria receber o valor da multa pela quebra contratual. Ocorreu que, devido à essa bendita cláusula, o locatário estava isento de quaisquer multas no caso de deixar o imóvel antes do término da locação. Procuro sempre manter o equilíbrio e não mandar nenhum cliente para puta que pariu por ser tão estúpido e não ler direito antes de assinar um documento. Depois de horas gastas com uma conversação inútil, o indivíduo compreendeu e saiu de meu escritório bufando por ainda ter que pagar meus honorários.

    Ao cair da noite, já exausta, vou para casa. Todavia, ao avistar um trailer de lanches, detenho-me para comprar um cachorro quente. O que é? Amo hot dog; me lambuzar inteirinha feito criança com a mostarda e o ketchup; comer até dois, só pra matar a vontade. Depois, caminhar para onde os pés me guiarem… Por fim, sentar-me no banco da praça e admirar a lua. Ta aí. Ninguém entende. O que eu gosto mesmo é das coisas simples da vida!

    Abraço!

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  7. cara adorei essa ideia de quarta-feira criativa e o microconto, realmente faz parar pra pensar e tentar criar.. geralmente eu inventos uns contos assim qdo meu sobrinho pede pra eu contar uma história pra ele.. aí eu sempre invento a história.. ele adora!!
    beijoo!
    Cris

    Curtido por 1 pessoa

  8. Atrasada, só para variar. :/

    Carta à Clara

    Jóice D´Aviz

    Para minha filha , Clara

    Minha querida filha, você sempre foi um sonho para mim e para a sua mãe. E quando você veio ao mundo tornou tudo mais iluminado e feliz.

    Deus te fez curiosa. Sempre observando e perguntando tudo sobre o que via. Lembro-me de uma vez, quando você tinha 5 anos e me pediu uma lupa de presente de aniversário, eu achei estranho e perguntei: “Mas para que você quer isso de presente, Clarinha?” E você, inocentemente, respondeu que lhe disseram que a lua tinha um monte de buraquinhos e que a lupa poderia ajudá-la a enxergá-los. Expliquei que não seria possível ver a lua tão de perto com uma lupa. Mas você ficou tão tristinha, que acabei te dando um telescópio, lembra? Ah, e como era encantador ver seus olhinho brilhando ao ver a lua de perto.

    Nesses anos, minha filha, tentei fazer o possível para que você se torna-se uma mulher honesta, justa e feliz. E você, nunca me decepcionou. Sei que sou suspeito para falar, mas você se tornou muito mais do que eu imaginava que seria. Você é incrível, bela por dentro e por fora.

    Hoje, não posso mais segurá-la em meus braços, nem posso levá-la aquele parquinho que você tanto amava ir. E te balançar no balanço e ver seus cabelos se arrepiarem com o vento. Porém, me contento em vê-la bem, feliz e realizando o seu sonho de se tornar advogada. Boa sorte, meu amor. E em sua profissão, faça a diferença: lute pela justiça de fato, E se quiser um abraço apertado, sabe onde procurar.

    De seu pai, que te ama, Leonel.

    Eu autorizo a publicação do meu conto . E o link é o do meu blog: http://feitobailarina.wordpress.com

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  9. DISCUSSÃO DO FEMINISMO ENTRE O CÉU E O INFERNO

    Sob a luz de uma lua minguante, entre choros e lamentações, uma nova alma sobe aos céus.
    Um homem idoso vestido de branco e com grandes barbas brancas veio receber a jovem falecida no além:
    – Venha senhorita Rezende. Aqui agora é o seu lugar.
    Ela caminhou lentamente, até ser surpreendida por um outro ser que apareceu do nada, como que se transportado por uma mistura de chamas e fumaça. Aquele que acabara de surgir era um homem elegante de cavanhaque e com roupas bonitas, entretanto, sua sombra era apavorante, não correspondia ao dono, pois a imagem em sua sombra mostrava uma criatura humanoide gigantesca dotada de asas, chifres e um rabo grotesco:
    – Ela não pertence ao seu reino. Seus pecados são mortais demais para permanecer aqui. Esta senhorita iniciou um movimento feminino que modificou a cabeça de milhares de mulheres ao redor do mundo. Seus atos perdurarão por toda uma eternidade em todos os planos. As suas consequências são claras, daqui a alguns anos todas as mulheres estarão trabalhando e o exagero da mão de obra causará desemprego, aumentando a miséria, fome, violência, etc. Ou seja, um efeito em cascata. Em outras palavras, ela tem sido uma ótima agente para o caos, uma boa aliada para nossos propósitos! – Atacou Belial.
    A senhora Rezende pensou por alguns instantes, buscando em seu cérebro como uma lupa busca palavras minúsculas em um contrato, até que ela respondeu:
    – A bíblia diz claramente que a mulher foi criada da costela do homem para ficar ao seu lado. Nem dos pés para ficar abaixo dele e nem da cabeça para ficar acima. Assim, os dois são iguais, devendo um proteger o outro mutuamente.
    Os portões dos céus, a partir daí, se abriram para a jovem senhora…

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