Para saber as regras para participar, veja o link a seguir, no blog Fabulônica, onde a segunda temporada do Projeto Quarta-Feira Criativa teve início:
https://fabulonica.wordpress.com/2016/01/21/quinta-autoral-criativa/
Um Dia Qualquer?
Lin Cheng era o vigia que estava de guarda no Museu de Suzhou naquela noite. Geralmente, a noite era tranquila. Adorava vigiar as armas medievais, pinturas antigas, vasos ancestrais e um ábaco, mas esta noite era diferente. Estava um pouco preocupado, pois a tiara de uma antiga princesa havia acabado de chegar. Expuseram-na bem no centro do museu, abaixo da parte mais alta do teto de vidro.
Por volta das duas da madrugada, um clarão vindo do céu iluminou todo o museu por um instante. Então, depois de alguns minutos, o mesmo aconteceu. O guarda, que dispunha apenas de um cacetete, rapidamente enumerou em sua mente todas as armas do museu. Dentre as opções, talvez o arco composto fosse a que lhe oferecesse mais chances de sobrevivência no caso de uma invasão. Poderia se esconder e atacar à distância.
Correndo até o local do arco, pegou a aljava, que continha somente três flechas, e a pendurou sobre o ombro. Então, apanhou o arco e se escondeu em um canto. Novamente, o clarão voltou. Mas, desta vez, depois que a luz diminuiu, uma criatura esbelta com uns dois metros de altura estava de frente para o ábaco antigo, no fim do corredor. Sem pestanejar, sacou uma flecha e a atirou com o arco na direção do invasor o melhor que pode. Entretanto, a luz voltou antes que pudesse verificar se havia acertado o alvo. Ao conseguir enxergar depois do clarão, o bicho estava bem na sua frente, com o ábaco na mão. Sem chance de se defender, desesperado, perguntou:
— O que você quer aqui?
— Ihrktag shreskt ankar – respondeu a criatura, que causou mais um brilho forte e desapareceu no ar, levando o ábaco. Pelo menos, havia deixado a tiara.