Quem ainda não teve oportunidade de conhecer as regras, por favor, acesse
https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/08/26/projeto-quarta-feira-criativa/
Então, se você for participar, veja a foto a seguir, mas não leia o meu conto, que estará na sequência, até que tenha publicado o seu nos comentários.
Além disso, ainda é possível participar das Quartas-Feiras anteriores! Basta clicar nos links a seguir:
https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/02/quarta-feira-criativa-020915/
https://lucaspalhao.wordpress.com/2015/09/16/quarta-feira-criativa-160915/
Lúcio era um químico industrial que adorava levar trabalho para casa. Por mais incrível que pareça, ele tinha um minilaboratório em sua garagem. Claro, o carro ficava do lado de fora quando ia fazer alguma experiência, só para garantir. Tinha, também, um gato arteiro batizado de Presto. Merecia o nome, pois seu dono não conseguia acreditar nas coisas que o felino fazia aparecer. E, por falar no bichano, o silêncio da casa preocupava Lúcio.
— Presto! Cadê você? — indagou o químico.
Mas não obteve resposta. Deixando o fogo ligado sob o tubo de ensaio com um líquido transparente, entrou na casa para procurar pelo gato. Sorrateiramente, enquanto o dono saía da garagem, Presto entrava pelo vitrô. Carregava um presente — um rato morto —, pendurado em sua boca pelo rabo. Porém, ao ver a chama dançante sobre a bancada, pulou para cima dela, largando o que trazia.
— Presto! — gritou Lúcio enquanto seu tubo de ensaio era derrubado por uma pancada do gato.
Ao tocar outro composto, a bancada inteira pegou fogo, que logo se alastrou pelo resto da garagem. O felino-a-jato com rabo em chamas saiu correndo para o jardim da frente, enquanto Lúcio se apressava para alcançar o extintor de incêndio na cozinha.
Felizmente, a estrutura da garagem ainda não tinha sido afetada quando deu conta do fogaréu. Entretanto, se dependesse de seu dono, a estrutura do bichano não continuaria estável por muito tempo, quimicamente falando.