Psicologia da Empregabilidade

Diversos aspectos regem a empregabilidade de um indivíduo. De um dos estudos sobre o assunto, surgiu o modelo criado por Lorrane Dacre Pool, da University of Central Lancashire, e Peter Sewell, da Lancaster University. É chamado CareerEDGE e está representado no diagrama a seguir.Alguns termos são mostrados em inglês e português para que o acrônimo não perca o sentido.

CareerEDGE
Modelo CareerEDGE

Os blocos do diagrama são explicados em seguida, com algumas perguntas para autoavaliação do leitor.

  • Career Development Learning (Aprendizado de Desenvolvimento da Carreira): É importante ter autoconhecimento suficiente para determinar que tipo de carreira se ajusta à sua personalidade.
    • O que você espera do trabalho (além de dinheiro)?
    • Que tipos de trabalho lhe interessam?
    • Você tem um plano para quando terminar a faculdade ou mudar de emprego?
  • Experience Work/Life (Experiência de Trabalho e de Vida): Identificar as experiências de vida e trabalho úteis para uma carreira ajuda a traçar um plano para melhorar a si mesmo e evoluir na carreira.
    • Quais são suas experiências relevantes para a carreira escolhida?
    • Você consegue explicar o valor delas para um possível empregador?
  • Degree Subject Knowledge, Understanding and Skills (Conhecimento, Compreensão e Habilidades na Área de Formação): Não apenas conhecer a teoria mas, também, compreendê-la e adquirir habilidade com a prática deve ser o objetivo do tempo que se investe nos estudos.
    • Você está satisfeito com seu desempenho acadêmico ou de seu trabalho atual?
    • Ele está alinhado com a carreira almejada?
    • Você tem reservado tempo suficiente para a prática na forma de atividades extracurriculares, projetos pessoais e estágios?
  • Generic Skills (Habilidades Genéricas); Várias perícias adquiridas fora do ramo principal de estudos podem ser úteis na carreira.
    • Como você qualifica sua comunicação oral?
    • E a escrita? (dicas aqui)
    • Você faz boas apresentações?
    • Você trabalha bem em equipe?
    • E sozinho?
    • Tem habilidade na resolução de problemas?
    • É capaz de se planejar e tem organização?
    • Sabe administrar seu tempo? (dicas aqui)
    • É aberto a novas ideias?
    • Assume as consequências de seus atos?
    • Tem conhecimentos sobre negócios?
    • Sabe usar as ferramentas de Tecnologia da Informação e Comunicação?
    • Tem habilidade com números?
    • Tem novas ideias?
    • Adapta-se a novas situações?
    • É atento a detalhes?
  • Emotional Intelligence (Inteligência Emocional): Entender e controlar os próprios sentimentos, além de saber lidar com os dos outros, devem fazer parte das habilidades de um bom profissional.
    • Você entende os próprios sentimentos?
    • E os dos outros?
    • Você é capaz de se controlar em situações difíceis?

Através da reflexão e autoavaliação dos cinco itens anteriores, pode-se aumentar a autoeficácia, a autoconfiança e a autoestima. Além disso, as duas primeiras características influenciam a terceira, que é a base para a empregabilidade.

Referência

POOL, Lorraine Dacre; SEWELL, Peter. Employability. Disponível em: http://www.uclan.ac.uk/students/careers/assets/CareerEDGE_and_EDP.pdf. Acesso em 14 de setembro de 2015.

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7 comentários sobre “Psicologia da Empregabilidade

  1. Grande Lucas! Conforme prometido, cá está meu comentário rs.

    Interessantíssimo esse post, ainda mais em tempos como esses, mas particularmente, acho que esse tema é constante na vida de algumas pessoas.
    Indo um pouco além do assunto, acho que a insatisfação (típica de nossa geração) coopera para isso. Será que fazemos o que gostamos? Gostamos mesmo ou nos enganamos porque não existe mais “volta”? Fazemos por que nos satisfaz financeiramente? Fazemos por que nossos pais fizeram?

    Um forte abraço

    Curtido por 1 pessoa

    1. João, lendo isso faço outra pergunta. O que mais importa: fazer o que se gosta ou gostar do que se faz?
      Penso que dificilmente é possível sentir prazer em 100% de todas as atividades que são realizadas e importantes no dia-a-dia de qualquer profissional de qualquer área. Às vezes, para se chegar onde deseja é preciso trilhar um caminho com dificuldades. Nem sempre eu fiz o que desejava fazer, mas para continuar no meu propósito aprendi a gostar do que fazia. Hoje eu estou muito mais próximo do que eu planejei para minha carreira e já começo a sondar novos voos….

      Curtido por 1 pessoa

      1. Concordo, Eduardo.

        Se tem uma coisa que não nasci gostando de fazer foi estudar.
        Porém, me convenci (com a ajuda dos meus pais, claro) de que era importante e de que eu precisava gostar.
        Agora, sou completamente apaixonado pelas ciências e já não consigo mais viver sem estudar.

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